Projeto de hardware TORQ

Placa, componentes, encapsulamento e chicote da ECU TORQ para motocicletas Honda e Yamaha — do diagrama de blocos ao layout, com custos reais de agosto de 2026 e um caminho de validação em Arduino antes de qualquer investimento em ferramental.

TORQ ECU — BOM
R$ 288
@100 un · 21 itens populados
A 1.000 unidades
R$ 244
mesma placa, preço de bobina
Bancada mínima
R$ 810
valida o projeto inteiro
Homologação
R$ 7–20k
ANATEL, 45–90 dias

1. Visão geral — uma placa, duas linhas de venda

Existe uma placa só. Street e Race são limite de firmware e canal de venda, não hardware diferente: mesmo protocolo, mesmo aplicativo, mesma nuvem, mesmo firmware. O que separa as duas linhas é uma trava de mapa e o contrato de venda — não um componente.

PLACA ÚNICA

TORQ ECU

Substitui integralmente a central original. Controla injeção e ignição, lê todos os sensores, aciona bomba, ventoinha e válvula de marcha lenta, e grava datalog embarcado.

MCUNXP FS32K144 (AEC-Q100 G1)
RádioESP32-C3-MINI-1 · BT840F opcional
Placa6 camadas, 90 × 60 mm
Conector34 vias TE Superseal 1.0
BOM @100R$ 288 · ~R$ 460 a R$ 575 nacionalizado
LINHAS DE VENDA

Street e Race

Mesma placa, mesmo custo de produção. A diferença é o limite que o firmware aplica ao mapa e o canal por onde o produto é vendido.

Streetganho ≤ 10% · CONTRAN 292/2008 · catalisador e diagnóstico preservados
Varejo StreetR$ 1.199
Racesem limite de mapa · fora de via · termo assinado
Varejo RaceR$ 2.490
Canal Racepreparadores credenciados · nunca marketplace aberto
Por que a Placa A morreu. Ela foi desenhada como piggyback e não tinha IGBT de ignição, condicionador do sensor de rotação nem driver high-side — fabricada como estava, produzia um módulo que não dá partida. E piggyback não serve a este produto por um motivo que nenhum redesenho resolve: a central original tem malha fechada e aprendizado de longo prazo, e desfaz por fora qualquer ajuste que você faça. Ver CLAUDE.md.

2. Arquitetura do sistema

A decisão de arquitetura mais importante: o microcontrolador que comanda injeção e ignição não roda o stack Bluetooth. Os dois conversam por UART. Isso resolve simultaneamente o regulatório (permite usar módulo de rádio já homologado na ANATEL, economizando de R$ 25 a 60 mil e de 3 a 5 meses), a segurança funcional (um travamento do stack BLE não pode derrubar o motor a 100 km/h) e o jurídico (o aplicativo conversa com um módulo separado, sem cruzar a fronteira de licença GPL caso o firmware use base open-source).

Divisão de tempo do firmware

CamadaFrequênciaO que rodaPrioridade
ISR do sensor de rotaçãopor dentedecodificação, agendamento angularmáxima
ISR dos comparadorespor eventodwell, centelha, abrir e fechar injetormáxima
Malha rápida1 kHzsensores, derivada de TPS, quickshifter, tombamentoalta
Malha principal100 Hzcombustível, avanço, dwell, limitadoresalta
Malha lenta10 Hzlambda, trims, ventoinha, proteções, DTCmédia
Comunicaçãocontínuaprotocolo, telemetria, datalogbaixa

As rotinas de ignição e injeção nunca passam pelo sistema operacional. São interrupções de timer de prioridade acima de qualquer chamada de sistema do kernel. O RTOS cuida de comunicação, log, malha lambda, diagnóstico e interface.

3. Esquemático por estágio

Seis estágios cobrem o circuito inteiro. Cada um traz os componentes reais da lista de materiais, os valores calculados e a razão de projeto — o que justifica cada escolha.

4. Catálogo de componentes

Cada peça está desenhada em escala a partir das dimensões reais do encapsulamento. Um desenho cotado é mais útil que uma foto de catálogo: é ele que define o footprint, a área ocupada na placa e a dissipação. O link leva à página do distribuidor, onde está a foto real, o datasheet e o estoque do dia.

5. Lista de materiais e custo

6. Projeto da placa

7. Projeto do case

8. Conector e chicote Honda

9. Bancada de validação com Arduino

10. Roteiro de validação

11. Riscos abertos e o que ainda falta medir