Projeto de hardware TORQ

Placa, componentes, encapsulamento e chicote de duas ECUs para motocicletas Honda e Yamaha — do diagrama de blocos ao layout, com custos reais de agosto de 2026 e um caminho de validação em Arduino antes de qualquer investimento em ferramental.

PowerBox — BOM
US$ 31
@100 un · piggyback
FullBox — BOM
US$ 83
@100 un · standalone
Bancada mínima
R$ 810
valida o projeto inteiro
Homologação
R$ 7–20k
ANATEL, 45–90 dias

1. Visão geral — duas placas, uma plataforma

A linha é composta por dois produtos de hardware que compartilham a mesma plataforma de software: o mesmo protocolo, o mesmo aplicativo, a mesma nuvem e a maior parte do firmware. Isso amortiza o custo de desenvolvimento e permite lançar o produto barato primeiro enquanto o produto de margem amadurece.

PLACA A

PowerBox — piggyback

Fica entre a ECU original e os atuadores. Intercepta o sinal do injetor e o regenera com correção, sem substituir a central. Instalação plug-and-play com conectores espelho do chicote original — sem cortar um fio.

MCUSTM32G431CBT6
RádioESP32-C3-MINI-1
Placa4 camadas, 50 × 40 mm
Conector16 vias, par macho + fêmea
BOM @100US$ 31 · ~R$ 287 nacionalizado
Varejo alvoR$ 899
PLACA B

FullBox — ECU standalone

Substitui integralmente a central original. Controla injeção e ignição, lê todos os sensores, aciona bomba, ventoinha e válvula de marcha lenta, e grava datalog embarcado.

MCUNXP FS32K144 (AEC-Q100 G1)
RádionRF52840 / BT840F
Placa6 camadas, 90 × 60 mm
Conector34 vias TE Superseal 1.0
BOM @100US$ 83 · ~R$ 680 nacionalizado
Varejo alvoR$ 2.490
Por que essa ordem. O piggyback é tecnicamente muito mais simples, entra no vácuo de preço entre os dois concorrentes (R$ 789 e R$ 1.287) e gera caixa e base instalada enquanto a ECU standalone — que é o produto de margem — está em desenvolvimento e homologação.

2. Arquitetura do sistema

A decisão de arquitetura mais importante: o microcontrolador que comanda injeção e ignição não roda o stack Bluetooth. Os dois conversam por UART. Isso resolve simultaneamente o regulatório (permite usar módulo de rádio já homologado na ANATEL, economizando de R$ 25 a 60 mil e de 3 a 5 meses), a segurança funcional (um travamento do stack BLE não pode derrubar o motor a 100 km/h) e o jurídico (o aplicativo conversa com um módulo separado, sem cruzar a fronteira de licença GPL caso o firmware use base open-source).

Divisão de tempo do firmware

CamadaFrequênciaO que rodaPrioridade
ISR do sensor de rotaçãopor dentedecodificação, agendamento angularmáxima
ISR dos comparadorespor eventodwell, centelha, abrir e fechar injetormáxima
Malha rápida1 kHzsensores, derivada de TPS, quickshifter, tombamentoalta
Malha principal100 Hzcombustível, avanço, dwell, limitadoresalta
Malha lenta10 Hzlambda, trims, ventoinha, proteções, DTCmédia
Comunicaçãocontínuaprotocolo, telemetria, datalogbaixa

As rotinas de ignição e injeção nunca passam pelo sistema operacional. São interrupções de timer de prioridade acima de qualquer chamada de sistema do kernel. O RTOS cuida de comunicação, log, malha lambda, diagnóstico e interface.

3. Esquemático por estágio

Seis estágios cobrem o circuito inteiro. Cada um traz os componentes reais da lista de materiais, os valores calculados e a razão de projeto — o que justifica cada escolha.

4. Catálogo de componentes

Cada peça está desenhada em escala a partir das dimensões reais do encapsulamento. Um desenho cotado é mais útil que uma foto de catálogo: é ele que define o footprint, a área ocupada na placa e a dissipação. O link leva à página do distribuidor, onde está a foto real, o datasheet e o estoque do dia.

5. Lista de materiais e custo

6. Projeto da placa

7. Projeto do case

8. Conector e chicote Honda

9. Bancada de validação com Arduino

10. Roteiro de validação

11. Riscos abertos e o que ainda falta medir